The Good Life Italia

Lunga vita al modernismo brasiliano!

di Natacha Cortêz

Quartiere di Chelsea, New York. Al numero 210 della 11th Avenue, la Suite 403 rappresenta un nodo nevralgico per la diffusione internazionale del design moderno brasiliano. Da questo spazio Isabela Milagre dirige Bossa Furniture, realtà affermata nel restauro e nell’esportazione di mobili modernisti originali. Presente a New York dal marzo del 2024, la galleria amplia ora la propria attività con una nuova sede a San Paolo. Milagre, originaria di Divinópolis e formatasi in Belle Arti a San Paolo, dà vita a Bossa nel 2017, portando le prime opere restaurate negli Stati Uniti e aprendo un hub a Moonachie, in New Jersey. Pur operando nell’orbita di New York, i primi clienti arrivano da Francia e California, a testimonianza di una vocazione globale che contraddistingue la galleria fin dalle sue origini. Mentre a Chelsea prevale un’impostazione curatoriale, che trova espressione in esposizioni tematiche e rigorosi approfondimenti storici puntando a far conoscere il design brasiliano al pubblico internazionale, la sede di Bela Vista si orienta verso una dimensione più sperimentale. Con i suoi 1 000 mq, la nuova sede unisce laboratorio di restauro, studio creativo, ufficio e archivio (inaugurata il 7 aprile, in occasione della fiera Sp-Arte). Decenni prima dell’iniziativa di Milagre, Etel aveva già aperto la strada alla definizione di un repertorio d’autore brasiliano. Fondata nel 1985 da Etel Carmona, l’azienda era nata dall’incontro diretto con la tradizione ebanistica, riaffiorata sotto gli strati di vernice dei mobili d’epoca. La fondatrice, attratta dal know-how artigianale, aveva coinvolto il maestro Moacir Tozzo per formare giovani talenti del legno e dare vita a un laboratorio di falegnameria d’arte. Il debutto espositivo risale al 5 maggio 1993 con l’apertura della prima galleria a San Paolo. Nello stesso anno, l’attenzione estera per il design brasiliano contemporaneo spinge Lissa Carmona, figlia di Etel, ad assumere la guida dell’azienda per far crescere il marchio. «Etel non è soltanto azienda produttrice, ma anche curatrice e promotrice di design», afferma Isadora Porfirio, responsabile marketing. «La nostra missione si fonda su permanenza, qualità e rilevanza storica». Oltre a tutelare e riproporre i lavori di personalità come Joaquim Tenreiro, Jorge Zalszupin, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, il marchio collabora con creativi contemporanei e opera anche a Milano.

Mercado Moderno, conosciuto anche come Memo Galeria, nasce nel 2001 su iniziativa dei soci Alberto Vicente e Marcelo Vasconcellos, in un contesto segnato dalla revisione storica del design brasiliano prodotto tra gli anni 40 e 70 del ’900. Erano molti i pezzi che circolavano senza corretta attribuzione né adeguato riconoscimento del valore culturale. «Si è imposto il bisogno di un lavoro di ricerca, catalogazione e riclassificazione», afferma João Vicente, responsabile delle collezioni presso Memo. L’approccio iniziale, di stampo investigativo, ha coinvolto eredi, designer ed esperti per ricostruire cronologia e paternità delle opere. Oggi Mercado Moderno affianca nomi come Sergio Rodrigues, Oscar Niemeyer, e José Zanine Caldas a talenti della scena contemporanea. «Non ci interessa soltanto l’innovazione formale, ma la costruzione di un percorso solido», aggiunge Vicente. Tra ricerca, curatela e restauro, Bossa, Etel e Mercado Moderno sono la conferma che il design d’autore brasiliano, oltre a essere firma riconoscibile, è identità culturale e settore economico in espansione.

La mostra del designer Lucas Recchia presentata da Bossa Furniture. Spicca la credenza Janelas, in rara quarzite Vitória Régia

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O endereço no bairro do Chelsea, em Nova York (210 11th Avenue, Suite 403), concentra parte da circulação internacional do mobiliário moderno brasileiro. É dali que a arquiteta Isabela Milagre conduz a Bossa Furniture, galeria reconhecida pela restauração e exportação de móveis modernistas originais. Desde março de 2024 instalada na cidade, a Bossa agora expande sua operação para um novo endereço em São Paulo.

Nascida em Divinópolis e formada pela Faculdade Belas Artes de São Paulo, Isabela fundou a Bossa em 2017, quando levou as primeiras peças restauradas para os Estados Unidos e montou um galpão em Moonachie, Nova Jersey. Mesmo operando ao lado de Nova York, as primeiras vendas cruzaram fronteiras e seguiram para a França e Califórnia – sinal de uma vocação global que marca a galeria desde a origem. Se no Chelsea o foco está na apresentação do design brasileiro ao mercado internacional por meio de exposições temáticas e recortes históricos precisos, o novo endereço na Bela Vista assume caráter mais experimental. O espaço de 1 000 mq unifica a Oficina de Restauro, o Studio, o escritório e o acervo, e foi inaugurado em 7 de abril, durante a Sp-Arte. Décadas antes do movimento de Isabela, a Etel já abria caminhos na consolidação de um repertório autoral brasileiro. Fundada em 1985 por Etel Carmona, a marca nasceu do contato direto com a marcenaria tradicional revelada sob camadas de tinta de móveis antigos. Fascinada pelo saber artesanal, a fundadora convidou o mestre Moacir Tozzo para formar jovens carpinteiros e criar um laboratório de marcenaria. Em 5 de maio de 1993, inaugurou sua primeira galeria em São Paulo. No mesmo ano, diante do interesse externo por móveis brasileiros contemporâneos, Lissa Carmona, filha de Etel, passou a liderar a expansão da empresa. «A Etel não surge apenas como fabricante, mas como editora de design», afirma Isadora Porfirio, responsável pelo marketing do business. «Nosso compromisso é com permanência, qualidade e relevância histórica». A marca preserva e reedita nomes como Joaquim Tenreiro, Jorge Zalszupin, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, enquanto dialoga com criadores contemporâneos e mantém operação em Milão.

O Mercado Moderno – também conhecido como Memo Galeria – surgiu em 2001, liderado pelos sócios Alberto Vicente e Marcelo Vasconcellos, em um contexto de revisão histórica da produção entre as décadas de 1940 e 1970. Muitas peças circulavam sem atribuição correta ou reconhecimento de valor cultural. «Percebemos que havia uma urgência em pesquisar, catalogar e reposicionar essa produção», diz João Vicente, responsável no Memo por Coleções. O trabalho inicial assumiu caráter investigativo, envolvendo contato com herdeiros, designers e estudiosos para reconstruir autorias e trajetórias. Hoje, o Mercado Moderno reúne em seu acervo nomes como Sergio Rodrigues, Oscar Niemeyer e José Zanine Caldas, além de uma geração contemporânea. «Não nos interessa apenas a inovação formal, mas a construção de uma trajetória sólida», acrescenta João. Entre pesquisa, edição e restauração, Bossa, Etel e Mercado Moderno mostram que o design autoral brasileiro é, além de uma assinatura reconhecível, um campo intelectual e econômico em crescimento.

Tavolo da pranzo della serie Denúncia di Zanine Caldas, anni 70, in legno massello di ipê e piastrelle, Mercado Moderno
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